<para>O autor do Unix, Ken Thompson, retornou à Universidade da Califórnia de Berkeley (UCB) em 1975, e lecionou sobre o kernel linha por linha. Isso acabou resultando em um sistema evoluído conhecido como BSD (Berkeley Standard Distribution). A UCB converteu o Unix em 32 bits, adicionou memória virtual e implementou a stack TCP/IP, a qual foi essencialmente necessária para a construção da Internet. A UCB disponibilizou o BSD pelo custo da mídia, e isso ficou conhecido como <quote>a licença BSD</quote>. Um cliente comprava o Unix da AT&T e depois comprava uma fita BSD da UCB.</para>
- <para>Em meados da década de 80, um processo anti-trust governamental contra a ATT resultou no seu desmembramento. A ATT ainda possuía o Unix e a partir daquele momento podia vendê-lo. Então a ATT embarcou em um esforço agressivo de licenciamento e a maioria dos Unixes comerciais da época tornaram-se derivações do Unix ATT.</para>
+ <para>Em meados da década de 80, um processo anti-trust governamental contra a AT&T resultou no seu desmembramento. A AT&T ainda possuía o Unix e a partir daquele momento podia vendê-lo. Então a AT&T embarcou em um esforço agressivo de licenciamento e a maioria dos Unixes comerciais da época tornaram-se derivações do Unix AT&T.</para>
- <para>No início dos anos 90, a ATT processou a UCB por violações de licenças relacionadas ao BSD. A UCB descobriu que a ATT havia incorporado, sem reconhecimento ou pagamento, muitas melhorias nos produtos da ATT originadas no BSD, e isso resultou em um longo processo judicial entre a ATT e a UCB. Durante esse período, alguns programadores da UCB embarcaram em um projeto para reescrever todos os códigos ATT que estavam associados ao BSD. Este projeto resultou em um sistema chamado BSD 4.4-lite (lite porque não era um sistema completo; faltavam 6 arquivos-chave ATT).</para>
+ <para>No início dos anos 90, a AT&T processou a UCB por violações de licenças relacionadas ao BSD. A UCB descobriu que a AT&T havia incorporado, sem reconhecimento ou pagamento, muitas melhorias nos produtos da AT&T originadas no BSD, e isso resultou em um longo processo judicial entre a AT&T e a UCB. Durante esse período, alguns programadores da UCB embarcaram em um projeto para reescrever todos os códigos AT&T que estavam associados ao BSD. Este projeto resultou em um sistema chamado BSD 4.4-lite (lite porque não era um sistema completo; faltavam 6 arquivos-chave AT&T).</para>
<para>Uma longa série de artigos foram publicados um pouco depois disso na revista Dr. Dobbs, que descreviam uma versão do Unix derivada do BSD para PC 386, na qual os 6 arquivos que estavam faltando no 4.4 lite foram substituídos por arquivos de licença BSD. Este sistema, chamado 386BSD, foi devido ao ex programador da UCB, William Jolitz. Ele se tornou a base original de todos os BSD para PCs que estão atualmente em uso.</para>
- <para>Em meados da década de 90, a Novell comprou os direitos do Unix da ATT e um acordo (então secreto) foi fechado para encerrar o processo. A UCB logo encerrou seu suporte para o BSD.</para>
+ <para>Em meados da década de 90, a Novell comprou os direitos do Unix da AT&T e um acordo (então secreto) foi fechado para encerrar o processo. A UCB logo encerrou seu suporte para o BSD.</para>
</sect1>
<sect1 xml:id="current-bsdl">
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<para>Enquanto as guerras comerciais do Unix se intensificavam, o kernel do Linux foi desenvolvido como um clone do PC Unix. Linus Torvalds credita a existência do compilador GNU C e das ferramentas GNU associadas pela existência do Linux. Ele colocou o kernel do Linux sob a GPL.</para>
- <para>Lembre-se de que a GPL requer que qualquer software que seja estaticamente linkado a um código GPL, também seja colocado sob a GPL. O código fonte desse software deve ser disponibilizado ao usuário do programa. O link dinâmico, no entanto, não é considerado uma violação da GPL. A pressão para colocar aplicativos proprietários no Linux tornou-se esmagadora. Tais aplicativos geralmente precisavam se linkar a bibliotecas do sistema. Isso resultou em uma versão modificada da GPL chamada <link xlink:href="http://www.opensource.org/licenses/lgpl-license.php">LGPL</link> ("Library", e depois renomeado para "Lesser", GPL). A LGPL permite que o código proprietário faça link com à biblioteca GNU C, glibc. Você não precisa liberar o código-fonte para um software que foi linkado dinamicamente a uma biblioteca LGPL.</para>
+ <para>Lembre-se de que a GPL requer que qualquer software que seja estaticamente linkado a um código GPL, também seja colocado sob a GPL. O código fonte desse software deve ser disponibilizado ao usuário do programa. O link dinâmico, no entanto, não é considerado uma violação da GPL. A pressão para colocar aplicativos proprietários no Linux tornou-se esmagadora. Tais aplicativos geralmente precisavam se linkar a bibliotecas do sistema. Isso resultou em uma versão modificada da GPL chamada <link xlink:href="http://www.opensource.org/licenses/lgpl-license.php">LGPL</link> ("Library", e depois renomeado para "Lesser", GPL). A LGPL permite que o código proprietário faça link com à biblioteca GNU C, glibc. Você não precisa liberar o código fonte que foi linkado dinamicamente a uma biblioteca LGPL.</para>
<para>Se você linkar estaticamente uma aplicação com a glibc, o que geralmente é necessário em sistemas embarcados, não será possível manter seu aplicativo proprietário, isto é, o código fonte deve ser liberado. Tanto a GPL quanto a LGPL requerem que qualquer software sob suas licenças liberem quaisquer modificações no código fonte.</para>
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<listitem><para>A política do governo deve minimizar os custos e as dificuldades de passar da pesquisa para a implantação. Quando possível, os subsídios devem exigir que os resultados estejam disponíveis sob uma licença de estilo BSD amigável à comercialização.</para></listitem>
- <listitem><para>Em muitos casos, os resultados de longo prazo de uma licença de estilo BSD refletem com mais precisão os objetivos proclamados na carta de pesquisa das universidades do que ocorre quando os resultados são protegidos por direitos autorais ou patenteados e sujeitos ao licenciamento universitário proprietário. Existem evidências casuais de que as universidades são financeiramente mais bem recompensadas a longo prazo, divulgando resultados de pesquisa e apelando para doações de ex-alunos de sucesso comercial.</para></listitem>
+ <listitem><para>Em muitos casos, os resultados de longo prazo de uma licença de estilo BSD refletem com mais precisão os objetivos proclamados na carta de pesquisa das universidades do que no que ocorre quando os resultados são protegidos por direitos autorais ou patenteados e sujeitos ao licenciamento universitário proprietário. Existem evidências casuais de que as universidades são financeiramente mais bem recompensadas a longo prazo, divulgando resultados de pesquisa e apelando para doações de ex-alunos de sucesso comercial.</para></listitem>
<listitem><para>As empresas há muito reconheceram que a criação de padrões de facto é uma técnica de marketing fundamental. A licença BSD serve bem a essa função se uma empresa tiver realmente uma vantagem exclusiva na evolução do sistema. A licença é legalmente atraente para o público mais amplo, enquanto a expertise da empresa garante o seu controle. Há momentos em que a GPL pode ser o veículo apropriado para uma tentativa de criar tal padrão, especialmente quando se tenta prejudicar ou cooptar outras pessoas. A GPL, no entanto, penaliza a evolução desse padrão, porque promove um conjunto em vez de um padrão comercialmente aplicável. O uso de tal conjunto constantemente sofre um aumento de problemas legais e comerciais. E pode não ser possível misturar padrões quando alguns estão sob a GPL e outros não. Um verdadeiro padrão técnico não deve obrigar a exclusão de outros padrões por razões não técnicas.</para></listitem>